Hello gestantes! Após você descomplicar os riscos da pré-eclâmpsia (a pressão alta da gestação) para a gravidez, resolvemos responder a algumas dúvidas que nos mandaram. Esse assunto é super importante de descomplicar, já que como falei, a pré-eclâmpsia é a primeira causa de mortalidade materna no Brasil. 

    1.O que pode acontecer com a gestante que tem a Pré-eclâmpsia?

As mulheres que desenvolvem a pré-eclâmpsia e que não conseguem controlar a pressão podem desenvolver inchaço, mal estar, dores de cabeça até problemas como diabetes gestacional, insuficiência renal, derrame, infarto, descolamento de retina e cegueira, hemorragias, convulsão e até a morte. Isso vale também para aquelas gestantes que tinham hipertensão crônica antes da gravidez e não conseguem controlar o quadro.

2. A pré-eclâmpsia pode prejudicar o feto?

Infelizmente sim. Pode ocorrer descolamento prematuro da placenta e insuficiência placentária o que causa restrição de crescimento do bebê e diminuição do líquido amniótico e assim muitas vezes é necessário antecipar o parto. Se o caso estiver afetando a mão gravemente – com risco de óbito – como essa doença tem sua origem nos vasos da placenta, o único tratamento eficaz muitas vezes é interromper a gestação para retirar a placenta. Se isso ocorrer mesmo quando o feto é inviável (não tem chances de sobreviver fora do útero), o médico deve tomar uma decisão muito difícil, a saúde da mãe ao invés do bebê. Como “sem mãe não tem bebê”, visto que o risco de óbito para a mulher é muito grande, geralmente a opção de interromper a gravidez, pela saúde da mãe, é a escolha da família e médicos. É uma escolha dolorosa, com um conflito ético muito grande, pois nesses casos não há chances para o feto, apesar de um conflito ético muito grande.

3. Mulheres com pressão alta têm que fazer Cesarea? 

Não! Muito pelo contrário!!! Excluindo-se os casos emergenciais, como quando a mulher está convulsionando, tem hemorragias, etc., nos casos de prematuridade ou falta de líquido amniótico,  ou ainda quando há um descolamento prematuro da placenta, a melhor via de parto é o parto normal! Imagine, a cesareana é uma cirurgia, se você fosse fazer uma cirurgia eletiva com a pressão alta, aposto que seria cancelada, pois aumenta a chance de hemorragias.

4. Qual o risco que a mulher tem de desenvolver a pré-eclâmpsia?

As mulheres que estão grávidas pela primeira vez têm uma chance maior de desenvolver a pressão alta. As mulheres que já estavam acima do peso antes de engravidar e as que ganharam muito peso durante a gestação também são consideradas de risco. As gestações em mulheres acima dos 35 anos de idade ou em adolescentes também aumentam a probabilidade de desenvolver a pré-eclâmpsia. História familiar deste problema também são fator de risco. As mulheres que tiveram a pré-eclâmpsia numa primeira gravidez têm 3 vezes mais chance de o problema se repetir e merecem cuidados a mais durante o pré-natal.

5. Quais os cuidados que a gestante com pré-eclâmpsia deve tomar?

Primeiramente o controle rigoroso da pressão arterial. Não pode deixar de aferir a pressão! O repouso e uma dieta com pouquíssimo sal também são de extrema importância e nos casos leves, junto com a medicação, conseguimos controlar e levar a gestação até o final. Observar o surgimento de muito inchaço (até no rosto), sonolência, tontura, náuseas, dor de cabeça e etc nos chamam atenção para os casos mais graves. Nessa situação e quando a pressão mínima não baixa de 110mmHG, o internamento muitas vezes é necessário. Durante o internamento acertamos a dose da medicação, coletamos exames de sangue e urina para avaliar a presença de proteínas no xixi, o número de plaquetas e problemas de coagulação, além da função do rim e do fígado. Quando muito alterados, por vezes é necessário interromper a gestação, que é o único tratamento efetivo até o momento.

Espero ter tirado algumas das dúvidas de vocês!

Até!