E ai, lembram do meu último post falando sobre circular de cordão?

Nãããããããããão!

Lembram do que eu já expliquei? O bebê não respira pelo nariz, ou seja, se o cordão apertar o pescocinho ele não vai prejudicar a respiração.

A única forma de faltar oxigênio para o bebê é o cordão ser comprimido em alguma estrutura (prolapso, estruturas pélvicas…) ou for apertado por um nó de cordão. Como detectamos isso? Através dos batimentos do coração de bebê.

Ou seja, a gestante pode sim (e deve) tentar o parto normal. Durante todo o trabalho de parto o médico ou a enfermeiro obstétrico assistente irão auscultar o coraçãozinho do bebê, caso em algum momento o coração tiver seu ritmo (frequência cardíaca) muito diminuído não melhorando com algumas manobras específicas (mudança de posição materna, melhora da respiração materna entre outras) será diagnosticado um sofrimento fetal (que pode ser causado por compressão do cordão, entre outras diversas causas).

Mas lembre-se: compressão do cordão não é algo comum de acontecer. O próprio bebê percebe que o cordão esta sendo comprimido e muda de posição para descomprimir. Isso passa a ser uma emergência médica nos casos de nó de cordão tracionado (apertado) ou no caso de um prolapso de cordão.

Referências:

Zugaib, Obstetricia. 2 edição, 2012.