Sim, é isso mesmo que você leu, não é brincadeira. Vamos descomplicar? Primeiramente vamos falar de maneira rápida e prática o que é cistite. Cistite é quando existe infecção do trato urinário baixo, mais especificamente da bexiga, com sintomas de disúria (dor, ardor ou desconforto ao urinar), polaciúria (ir várias vezes ao banheiro fazer xixi, porém com volume diminuído) e, eventualmente, dor suprapúbica (pé da barriga).

As infecções urinárias (ITU) são um dos problemas médicos mais comuns, principalmente em mulheres que se encontram na idade reprodutiva. Mais de 50% das mulheres apresentará pelo menos um episódio de ITU durante sua vida, então quando fala-se que isto gera milhões de consultas médicas, não é exagero. Mais de 90% dos casos de cistite são de diagnostico clínico, isso quer dizer, que em sua grande maioria não é necessário realizar exames laboratoriais. Já tivemos aqui no blog um post com 5 dicas para evitar a cistite.

Bom, agora vamos falar da cistite de lua-de-mel. Mulheres que se relacionam sexualmente pela primeira vez ou que o fazem de forma intensa e frequente, especialmente após um período longo sem sexo, podem desenvolver cistite. Assim sendo, um dos fatores de risco para a mulher fazer um quadro de cistite é ter um aumento da frequência de relação sexual, lembre-se que antigamente a regra era casar virgem e acredita-se que na lua-de-mel … entenderam né?

Isso acontece porque na relação sexual as bactérias que vivem na vagina, região perianal e até da pele acabam sendo empurradas e podem chegar até a bexiga. Quando a mulher perde a virgindade e ocorre o rompimento do hímen, podendo gerar sangramento e esse sangue pode levar ao acumulo das bactérias. E sexo com maior frequência pode desgastar e fazer pequenas lesões na uretra, também estimulando a fazer cistite.

O tratamento é simples e realizado com antibióticos. E para evitar de perder parte da lua-de-mel, lembre-se de fazer a ingesta adequada de líquidos, manter a região íntima higienizada e esvaziar a bexiga antes e após a relação.

Fonte: Tratado de uroginecologia e disfunções do assoalho pélvico