Muitas gravidinhas sofrem de um grande incômodo na gravidez: A COCEIRA! Todo mundo sabe o quanto incomoda né? Uma simples picada de inseto às vezes estraga nosso dia…  Imagina então para a gestante, cheia de dúvidas e preocupações?

Vamos simplificar um pouco as principais causas de coceira na gestação – Mas saiba que será de forma meramente informativa e você deve procurar imediatamente seu Obstetra e Dermatologista para garantir um tratamento adequado, ok?

A COCEIRA, COMEÇOU! E AGORA?

Muitas coisas podem causar coceira na gestante e as causas variam dependendo do tempo de gravidez, se a coceira é simplesmente generalizada ou se existem de fato lesões na pele (e não causadas pela unha da grávida de tanto se coçar, vamos combinar!).

  1. COCEIRA NA GRAVIDEZ SEM LESÕES DE PELE
    Muitas são as causas, mas a principal a ser lembrada é a (respira fundo, amiga) COLESTASE INTRA HEPÁTICA DA GRAVIDEZ (vish). Acontece por aumento dos ácidos biliares entre o 2º e 3º trimestres de gravidez, e os sintomas desaparecem geralmente duas a três semanas após o parto. Não existem lesões na pele, a não ser aquelas causadas pelo ato de coçar. É um coceira mais intensa a noite, principalmente em palmas e solas, mas rapidamente pode generalizar. É muito importante procurar seu obstetra para realizar os exames e tratamento específico, já que nessa condição há risco para o bebê se não for devidamente acompanhado;
  2. COCEIRA NA GRAVIDEZ COM LESÕES DE PELE
    Agora precisamos avaliar com cuidado – Será que tem a ver mesmo com a gravidez? Ou demos o azar de ter alguma doença de pele que coce, mas nada tem a ver? Muito importante procurar seu dermatologista para essa diferenciação, pois ele pode observar as características da lesão e definir.
    No caso de relacionado à gravidez, a segunda pergunta que fazemos é:a) Começou antes do 3º trimestre? Se sim, muito provavelmente estamos diante da DERMATITE ATÓPICA DA GRAVIDEZ ou PRURIGO DA GRAVIDEZ. É uma alteração relativamente comum, benigna, e que não traz riscos para o bebê. Inicia-se cedo, antes do 3º trimestre e pode acontecer nas gestações futuras novamente, 20% das mães já tinham história prévia de asma, rinite ou de dermatite atópica, porém os outros 80% apresentam pela primeira vez durante a gravidez. Não existe uma causa definida, mas especula-se que devido a alterações da imunidade da grávida, possam desencadear manifestações alérgicas. Os exames são normais, o tratamento é dos sintomas, e o mais importante, o bebê não é afetado. Após o parto os sintomas regridem.b) Começou durante o 3º trimestre?
    Podemos estar diante de duas condições principais:
    A primeira e mais comum (amiga se você achou ruim a Colestase se prepara para essa) – é a PLACAS E PÁPULAS PRURIGINOSAS URTICARIANAS DA GRAVIDEZ (vamos chamar de PPUP né? Simplifica).
    São lesões que costumam surgir mais ao final da gravidez e que atrapalham pra caramba a qualidade de vida da gestante. Surgem placas avermelhadas principalmente em baixo ventre e raiz das coxas, poupando a área ao redor do umbigo. Pode acometer 1 em cada 160 gestantes então, fique tranquila, se você teve, não é nem será a única! Alguns cientistas acreditam que a distensão final da barriga pode desencadear uma resposta inflamatória causando a doença, mas a causa ainda é desconhecida. Parte boa: Nenhum risco para o bebê. Parte ruim: Aguentar a coceira nessa reta final! O tratamento é feito com sintomáticos para alívio da coceira e as lesões somem após o parto.
    Outra condição mais grave é o chamado PÊNFIGOIDE GESTACIONAL (tô que tô hoje né): Nessa, as lesões de pele tendem a ser mais como bolhas. Muito importante procurar seu obstetra e dermatologista para tratamento imediato, pois pode existir risco de nascimento prematuro.

Agora já sabem – Coceira na gravidez é algo super comum! Porém não deixe de procurar seu médico para melhor tratamento!

Fonte: Tratado de Dermatologia, W Belda JR – 2a Edição (2014)