Pouco conhecida, causada pela bactéria Chlamydia Trachomatis, a infecção pela Clamídia é umas das infecções bacterianas sexualmente transmissíveis mais comum e pode levar à doença inflamatória pélvica (DIP).

São sintomas que levantam a suspeita de infecção pela Clamídia a  ardência para urinar ou sangramento, causando cervicite (inflamação no colo do útero) e uretrite (infecção no canal que sai o xixi) em homens. Também pode causar sintomas na boca e garganta além do reto, mas muitas vezes após ser transmitida não apresenta nenhum sintoma. Mesmo sem causar sintomas, pode realizar a inflamação nas tubas uterinas e útero e levar à danos permanentes locais, o que significa infertilidade, salpingite com infecção grave e até abcesso tubário. Esses danos podem aumentar a chance de gestação ectópica e abortamento.

A infecção durante a gestação pode aumentar riscos de prematuridade, baixo peso ao nascimento, conjuntivite e  infecção da nasofaringe. Linfogranuloma venéreo é uma forma mais grave da doença.

A infecção pode duplicar e até triplicar o risco de adquirir o HIV!

Exames de rotina como preventivo ou ultrassonografia não identificam a doença, é necessário investigação específica.
Cerca de 15 a 20% das mulheres já tiveram Clamídia e se estima que a cada ano 130 milhões de pessoas são infectadas. A única prevenção é a utilização de preservativo, de uma forma correta e sistemática.

No mês passado a Organização Mundial de Saúde emitiu uma nota para novas diretrizes de tratamento, pois junto com outras doenças, como gonorréia e sífilis, a Clamídia, que era uma doença facilmente tratada, está adquirindo resistência devido ao uso excessivo e  indevido de antibióticos. Essa nota tem o propósito de orientar o correto antibiótico, no momento correto e doses adequadas, com objetivo de reduzir a propagação dessas doenças e a melhora de qualidade de vida sexual do ser humano.

Referências: (1) http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5209:crescente-resistencia-aos-antibioticos-obriga-alteracoes-no-tratamento-recomendado-para-infeccoes-sexualment3e-transmissiveis&Itemid=816; (2) http://www.who.int/reproductivehealth/publications/rtis/chlamydia-treatment-guidelines/en/