Você sabe o que é colposcopia??? Olhem bem meninas, eu falei colposcopia… e não colonoscopia, o que gera sempre uma confusão quando não se presta atenção!

Colonoscopia é o exame realizado para avaliação do intestino, enquanto que a colposcopia é um exame complementar que avalia o colo do útero, vagina, região vulvar e perianal.

Em geral, este exame deve ser feito quando há alguma alteração no preventivo/exame de Papanicolau, quando há suspeita de lesões causadas pelo vírus do HPV na região genital feminina. Porém não é a única indicação.

A colposcopia permite que a(o) ginecologista examine o colo do útero , vagina e vulva com lentes de aumento, através de um aparelho chamado colposcópio. Neste exame é possível identificar alterações microscópicas suspeitas e fazer biópsias dessas alterações, ou seja, retirar pequenos pedaços para análise das células para diagnóstico de lesões pré-cancerígenas (que podem virar câncer) e cancerígenas.

Como esse exame é feito?? A paciente fica em posição ginecológica, é colocado o espéculo vaginal, popularmente conhecido como bico de pato, então após a visualização do colo com o colposcópio, o (a) médico usa alguns líquidos que irão reagir e corar as células do colo do útero, vagina e vulva permitindo ver melhor onde estão as “manchinhas” que podem ser causadas pelo HPV. Essas soluções utilizadas podem causar um pouco de ardência, ou sensação de queimação leve, porém tudo suportável, ok?!

colposcopia

É um exame rápido, que pode ser feito em qualquer momento do mês, exceto no período menstrual e até mesmo mulheres grávidas podem realizar colposcopia, se indicado.

Após o exame pode ocorrer, se houver biópsia do colo do útero, algum sangramento vaginal em pequena quantidade, saída de secreção de coloração marrom, dor leve ou cólicas (por pouco tempo). A maioria das mulheres retorna ao trabalho ou aos estudos imediatamente após fazer uma colposcopia.

Pra finalizar, a colposcopia é um exame complementar de extrema importância para a prevenção do câncer do colo do útero e o (a) ginecologista deve ter um conhecimento profundo da anatomia e fisiologia da região genital feminina além de grande experiência clínica.

Fonte: Manual de Orientação Trato Genital inferior -FEBRASGO – ATUALIZAÇÃO 2010