Histeroscopia é um exame endoscópico que consiste na visualização da cavidade endometrial e canal cervical, ou seja, através da vagina, sem cortes, utilizando um espéculo, entramos com uma câmera dentro do útero para verificar alterações e tratá-las. Para isso utilizamos pinças e alças com corrente elétrica.

Apesar de precisar de anestesia, é um procedimento minimamente invasivo que possibilita que seja avaliado completamente todo o interior do útero e colo e caso hajam lesões suspeitas, podemos retirar material para biópsia do exato local que estamos visualizando.

As principais indicações para realizar o procedimento:

  • Infertilidade – alguns médicos recomendam realizar antes de tentar a fertilização para procurar anormalidades e corrigir caso seja encontrada alguma;
  • Sangramento uterino anormal – pode ser realizada na intenção de encontrar alguma causa de sangramento e também realizar o tratamento por exemplo com a endometrectomia, quando retiramos a camada do endométrio do útero, a qual é a responsável por sangramento, na intenção de que não haja mais menstruação ou sangramento disfuncional;
  • Espessamento endometrial – quando ocorre alteração na ecografia é necessário a realização do exame para excluir câncer ou hiperplasia endometrial, 80% dos casos o espessamento dessa camada após a menopausa é um pólipo endometrial;
  • Pólipos endometriais – a histeroscopia é o método de eleição para diagnóstico e retirada de pólipos, procedimento como curetagem uterina falham em diagnosticar e retirar todo o pólipo em 92% dos casos;
  • Mioma submucoso – em cerca de 15 a 25% dos casos, os miomas são submucosos, ou seja, estão dentro da cavidade uterina. Eles são responsáveis por sangramento e infertilidade, o tratamento pode ser realizado via histeroscopia;
  • Aderência ou sinéquia intra uterina– essas aderências podem ocorrer após curetagem uterina, o tratamento de eleição é histeroscopia, pois é o método que menos irá lesar tecido endometrial sadio;
  • Septo uterino – também método de escolha para reparação de septos intra uterinos;
  • Abortamento retido – também é possível tratar o abortamento retido com a histeroscopia, apesar de não ser comum;
  • Diu com fio não visível – quando o DIU se desloca e o fio não fica mais visível, podemos retirar o dispositivo com a histeroscopia.

Fonte: (1)Manual de Ginecologia e Obstetricia – SOGIMIG e (2)Manual de Endoscopia Ginecológica – FEBRASGO 2011