Vamos falar um pouquinho sobre as mamas no período de amamentação? O ingurgitamento mamário (conhecido como “leite empedrado”) acontece pelo aumento da vascularização e congestão nas mamas decorrente do acúmulo de leite no período da lactação. Pode ocorrer em qualquer fase da amamentação, porém é mais comum nos primeiros dias, devido a demora para iniciar a amamentação, leite em excesso, mamadas infrequentes e de curta duração.

Quando sua mama estiver muito “cheia” e dolorida, é importante fazer massagens nas mamas, deixar as mamadas mais frequentes e realizar compressas de água fria (isso mesmo! A água deve estar fria e NÃO água morna, como muitas pessoas pensam) depois de cada mamada por pelo menos 10 a 15 minutos.

Outra dica é usar sutiã bem firme, com alça mais larga, que sustente bem a mama. O uso de analgésicos e antiinflamatórios também é indicado para o alívio da dor.

Se o mamilo estiver “machucado”, as chamadas fissuras mamárias, é indicado passar um pouco do leite antes de amamentar de forma a estimular a ejeção do leite e prevenir as sugadas fortes do bebê antes do reflexo de ejeção ser acionado. As fissuras mamárias se dão principalmente devido a pega inadequada do bebê no mamilo. Uma opção é passar lanolina no local a fim de ajudar na cicatrização das fissuras, existem vários cremes com lanolina em sua composição.

Em algumas situações, quando a mama fica muito empedrada, pode ocorrer a mastite.

A mastite é um processo infeccioso agudo das glândulas mamárias. Nela, a mama normalmente fica bem avermelhada, com sinais de infecção local, dolorida, bem edemaciada (inchada) e em alguns casos pode ocorrer febre, mal estar e fraqueza. Dentre as causas de mastite estão as fissuras locais, obstrução do ducto mamário e o INGURGITAMENTO MAMÁRIO. Se não tratada, pode evoluir para abscesso mamário e se não melhora com uso de antibióticos, às vezes pode ser necessária até uma intervenção cirúrgica.

Portanto, amamentação iniciada logo após o parto, em livre demanda e com a técnica adequada são medidas eficazes na prevenção do ingurgitamento mamário, além do que é um momento de contato muito importante da mãe com seu bebê.

Beijos e até a próxima!!

Referências: (1) Manual de Ginecologia e Obstetrícia SOGIMIG, 5ª edição; (2) Rotinas em Obstetrícia- Freitas, 6ª edição.