Olá mamães e gestantes, tudo bem? Esse post é especial para vocês! Vamos falar um pouco sobre o famoso Ômega 3… Com certeza vocês já ouviram falar bastante dele… mas sabem o que ele é?

O ômega 3 (ácido linolênico) é um ácido graxo poli-insaturado, um tipo de lipídio essencial para nosso organismo.

Pode ser obtido através da ingestão de peixes, principalmente os de água fria (salmão, sardinha e bacalhau). Tem ações anti-inflamatória, antitrombótica (contra coagulação excessiva do sangue), ajuda na redução dos triglicerídeos e dos níveis tensionais.

O fundamental é haver um equilíbrio entre os ômegas essenciais em nosso corpo (ômega 3 e 6), pois as ações desses elementos são antagônicas (opostas) e o equilíbrio é fundamental para o bom funcionamento das funções orgânicas.

Falando especialmente no caso das nossas gestantes, a presença do ômega 3, seja ele adquirido através da alimentação ou por meio da suplementação, é fundamental para a formação das membranas celulares do sistema nervoso central do feto, além de ter papel na neurogênese (formação das células neuronais), processo que se inicia na gestação e termina nos 06 meses pós nascimento.

Além disso, estudos têm demonstrado a importância do ômega 3 também no desenvolvimento intelectual das crianças, mostrando que mães que suplementaram ômega 3 durante a gestação, tem filhos “mais espertos” e com facilidade de aprendizado (!!!!) .

Outro ponto que se levanta é a respeito da sua função sobre a imunidade, uma vez que o ômega 3 tem ação anti-inflamatória. Os estudos demonstram um benefício sobre a diminuição de manifestações alérgicas, como asma, alergia alimentar em crianças com menos de 2 anos, quando a mãe usa o ômega 3 na gestação.

Bom, se fôssemos ficar aqui falando sobre as vantagens desse ácido graxo, falaríamos também sobre sua função na proteção da prematuridade, que um nível baixo de ômega 3 pode estar associado à maior chance da gestante sofre de depressão pós-parto, entre outros.

Mas tudo tem que girar em torno do equilíbrio entre esses 2 ácidos graxos…

Como hoje em dia consumimos muito mais o ômega 6 (óleos vegetais) do que o ômega 3 (peixes), muitas vezes torna-se necessária essa suplementação do DHA (ômega 3) na gestação e período pós parto/ neonatal.

A dose preconizada para suplementação é de 200mg de DHA desde a 20ª semana da gestação até o sexto mês do aleitamento natural.

Acho que era isso que eu queria “descomplicar” sobre o ômega 3! Qualquer dúvida a respeito, conversem com seu ginecologista/ obstetra para saber se você se enquadra entre as mulheres em que se recomenda a reposição desde ácido graxo tão importante.

Até a próxima, Beijos!