Olá, mulher descomplicada!!! Hoje vamos falar de mais um método anticoncepcional: o injetável!!!!

Nesta categoria, temos duas apresentações:

  • O injetável trimestral (feito somente de um hormônio – a progesterona);
  • O injetável mensal (composto de dois hormônios – a progesterona e o estrogênio);

Bom….vamos tentar descomplicar esses dois métodos para vocês!!!

 1) Injetável Trimestral é composto pelo acetato de depomedroxiprogesterona (DMPA – hormônio progesterona) é uma suspensão de microcristais de um progestogênio sintético, que foi aprovado para contracepção em 1992. O esquema de 150 mg, a cada 3 meses é muito eficaz. Mas, um método contraceptivo adicional deve ser usado por pelo menos duas semanas após a injeção inicial (geralmente a camisinha).

Alguns destaques:

  • A maioria das mulheres usuárias de DMPA desenvolve amenorréia total (não menstrua) com administração contínua (há amenorréia em 50% das mulheres após um ano de uso e em 80% após três anos de uso).
  • Mulheres tratadas com DMPA exibem spotting ou sangramento de escape inicial (pequenos sangramentos entre uma menstruação e outra);  podem apresentar sangramento em intervalos irregulares (geralmente, decorrente da pouca regulação dos receptores de estrogênicos endometriais que ele produz (estrogênios que estão dentro do útero). Logo, uma opção de tratamento para esse sangramento é usar estrogênios conjugados por cerca de 10-21 dias.
  • Costuma ocorrer anovulação (não ovular – não menstruar) prolongada após a parada do uso, ou seja, pode demorar para voltar a menstruar e para engravidar quando se interrompe esse método.
  • Pode ser usado na amamentação.
  • É uma opção para todas as situações em que a mulher não pode usar estrogênio (já vimos em outros post aqui no blog).
  • Há autores que relatam o ganho ponderal (peso)  de 1 a 1,5 kg a mais nas usuárias de DMPA, que nas não usuárias em alguns anos. Porém, outras referências bibliográficas não encontraram esses achados.

E….ATENÇÃO!!!  O DMPA suprime a produção ovariana de estrogênio. E isso, pode afetar a densidade mineral óssea (isto é, o injetável trimestral faz com que o ovário não produza um dos seus hormônios, o estrogênio. Esse hormônio é o responsável por deixar o osso mais ” forte” e diminuir a chance de osteoporose/osteopenia. “ Osteoporose” é quando o osso quebra com facilidade). Assim, ressalta-se, que: a maior parte do ganho de massa óssea ocorre até 20 anos. Então, atenção especial para as adolescentes usuárias de DMPA; 0 FDA sugere que o uso do DMPA sela limitados a dois anos contínuos, exceto se a paciente não tiver outras boas opções para evitar a gravidez; a lactação também é uma situação que favorece a perda óssea. Logo, sugere-se a reposição de cálcio e vitamina D neste período. Mas um fator super favorável, é que estudos mostram que ocorre recuperação da massa óssea após a interrupção do uso do DMPA.

Então, meninas….Vejam que há vários detalhes sobre esse método. Ele é muito vantajoso em algumas situações e, inclusive, muitas vezes, a melhor opção. Mas seu uso deve ser bem indicado e acompanhado!!!! Converse com seu (sua) médico (a).

2) Injetável Mensal = combinação de estrogênio e progesterona. É uma injeção administrada mensalmente.

  • O medicamento inibe a ovulação (ovário ” fica de férias” = não prepara o corpo para uma possível gestação) e suprime a proliferação de endométrio (a parte de dentro do útero não cresce / não fica capacitada para receber o embrião).
  • Os valores séricos (no sangue) de estradiol (estrogênio) chegam ao nível de pico em 3 a 4 dias após a aplicação, declinando aos poucos e levando a um sangramento 20 a 25 dias depois da injeção.
  • As indicações, contra-indicações e interações são as mesmas dos anticoncepcionais orais combinados (com dois hormônios).

Bom, ” Mulher Descomplicada”… você notou que esse tema também “dá muito pano pra manga”…. mas vamos parando por aqui, para não ficar um post muito cansativo!!!!

Vamos nos falando… Um beijo!

Fonte: (1) Ginecologia de Williams, 2011 e  (2) Tratado de Ginecologia e Obstetrícia (Berek & Novak), 2008.