Hello divas! Vamos descomplicar a ultrassonografia morfológica do segundo trimestre? É um exame incrível e geralmente as mamães ficam impressionadas com a quantidade de detalhes que podem ser avaliados.

A ultrassonografia morfológica é indicada para todas as gestantes, sem exceção. Deve ser feita entre 20 e 24 semanas (idealmente com 22 semanas) de gravidez por um profissional habilitado e de preferência, especialista em Medicina Fetal. Neste exame, além da estimativa do peso fetal, são avaliados, líquido amniótico, cordão umbilical, posição e maturação da placenta. O médico ultrassonografista também irá realizar medidas da cabeça e abdome do bebê, de alguns ossos e estruturas do cérebro, avaliar a formação de diversos órgãos, frequência e ritmo cardíaco do feto, a presença dos membros, e formação da genitália fetal.

O exame depende muito da habilidade do profissional que está realizando o exame e da posição do bebê. Um ambiente inadequado (com conversas, barulhos), a presença de cicatrizes e de tecido adiposo na barriga da gestante podem dificultar a visualização adequada das estruturas.

Através do exame morfológico, é possível afastar em média 85% das malformações fetais graves, avaliar o risco de o bebê ter síndrome de Down, e quando associado à medida do colo pela via transvaginal, é possível avaliar o risco de parto prematuro.

Durante o exame, o médico poderá detectar algumas anormalidades menores, que não são consideradas alterações com risco de óbito. Um exemplo pode ser a fenda lábio-palatina, que poderá ser corrigida por cirurgia após o nascimento; outras deverão ter acompanhamento ultrassonográfico, e geralmente não precisarão de maiores intervenções, apenas uma atenção do pediatra após o nascimento (por exemplo as dilatações dos sistemas coletores renais, conhecida por pieloectasia renal). Em outros casos anormalidades maiores poderão ser detectadas em uma pequena porcentagem dos bebês, tais como defeitos cardíacos ou espinha bífida. Por estarem associadas à maior frequencia de abortamento, óbito neonatal ou alteração significativa do desenvolvimento, indicarão a necessidade de um acompanhamento especializado mais de perto.  Algumas dessas alterações podem ser corrigidas de forma cirúrgica antes mesmo do nascimento e apresentam boas taxas de sobrevida.

Por outro lado, infelizmente uma ultrassonografia morfológica normal não é garantia que o bebê não terá síndrome de Down, ou outra alteração de desenvolvimento. Alguns problemas como autismo, paralisia cerebral, atrasos de desenvolvimento e surdez, não são detectados pelo ultrassom.

De qualquer maneira, é considerado um dos principais exames do pré-natal e poderá definir quais cuidados deverão ser tomados dali em diante, e até mesmo, preparar os futuros papais para um bebê que por ventura precisará de cuidados especiais.

Assim, não deixe para agendar seu exame no último momento. Programe com seu obstetra a data em que deverá realizá-lo, escolha o local especializado e os acompanhantes com quem você deseja partilhar esse momento especial, mas também, se for o caso, notícias não esperadas.

Espero ter descomplicado… até depois!