A busca por uma vacina contra o câncer provocado pelo HPV tem avançado desde os anos de 1960. A ideia central na sua produção foi a utilização de partículas semelhantes ao vírus (VLP) produzidas através de engenharia genética, o que garante uma vacina altamente eficaz e sem risco de produção de doença.

Estas VLP produzem um elevado número de anticorpos neutralizantes, o que confere à vacina uma proteção maior e mais duradoura se comparada à própria infecção pelo HPV.

Devido a algumas características próprias do HPV foi necessária a criação de uma partícula (VLP) para cada tipo de vírus. Ou seja, existem mais de 100 tipos de HPV, porém as vacinas foram desenvolvidas visando os tipos mais prevalentes de HPV causadores de câncer do colo uterino.

Existem, no mercado, desde o início de 2007, duas vacinas. Uma delas bivalente contra os HPVs 16 e 18 e a outra quadrivalente contando também com VLP contra os HPVs 6 e 11. Ambas atualmente consideradas efetivas, seguras, com discretos efeitos colaterais e igualmente eficientes na prevenção contra infecção no que tange aos tipos virais propostos.

Fontes. (1) Apgar, Barbara. Colposcopia Principios e Prática. (2)SOGIMIG, Manual de Ginecologia e Obstetrícia