Hello meninas! Com os novos estudos que são publicados diariamente, já foi possível estabelecer uma ligação entre a infecção pelo Zika Vírus e a microcefalia. É por isso que essa malformação tem sido tão falada e lembrada na mídia, nas consultas, nas conversas por aí… é super importante falarmos que a microcefalia não é uma doença. Ela é uma característica que pode fazer parte de diversos quadros, de diversas doenças. Ou seja: a microcefalia sempre existiu, não é uma coisa nova… mas o fato de a infecção pelo Zika vírus causar essa alteração, isso sim é novidade.

Já falamos sobre algumas causas de microcefalia, e depois podemos conversar mais sobre esse assunto. Mas o que sempre nos perguntam e o que vou responder hoje: É POSSÍVEL SABER SE O BEBÊ TEM MICROCEFALIA ANTES DO NASCIMENTO? E a resposta é: Sim! Na grande maioria das vezes é possível.

A microcefalia pode ser diagnosticada através da ultrassonografia, quando o tamanho da cabeça do bebê está 3 desvios-padrão abaixo da média para a idade gestacional (muuuuito menor do que o esperado). Em alguns casos só pode ser diagnosticada após o nascimento. Quando falamos da microcefalia causada por infecções, e aí entra a infecção pelo Zika, 2 coisas são de extrema importância:

  1. A microcefalia vem acompanhada de lesões cerebrais. Na verdade são as lesões cerebrais que fazem com que o cérebro fique pequeno e, consequentemente, o crânio. E também é por conta dessas lesões cerebrais, que a criança poderá ter dificuldades de aprendizado, de desenvolvimento, e até mesmo não sobreviver. Isso depende da gravidade das lesões. Então não é o tamanho da cabeça a única coisa que será avaliada, mas a formação das estruturas cerebrais.
  2. As lesões causadas pelo Zika vírus e outras infecções congênitas podem aparecer nos exames ecográficos inclusive no terceiro trimestre de gestação, após as 28 semanas mais ou menos. Assim um bebê normal no exame morfológico do primeiro e do segundo trimestres, poderá desenvolver a microcefalia depois.

Parece assustador não? Muitas perguntas ainda estão sem respostas, mas o que sabemos é que os cuidados como o uso de repelente, evitar áreas endêmicas e principalmente, exterminar os focos de água parada, são atitudes que podem fazer toda a diferença para uma gestação saudável e sem preocupações extras.

Até depois!