Olá girls! Já leram o post métodos anticoncepcionais parte 1? Se ainda não, vocês podem ler aqui. Hoje vamos continuar…

Anel vaginal: é um anel de estrutura bem flexível que possui os dois tipos de hormônio (estrogênio e progesterona). Ele deve ser inserido na vagina e libera diariamente a dose necessária de hormônio para evitar uma gestação. Esse hormônio liberado é absorvido pela mucosa vaginal e cai direto na corrente sanguínea. Evita o que chamamos de “primeira passagem hepática”, ou seja, evita alguns efeitos colaterais comuns em quem usa pilula via oral. Deve-se inseri-lo dentro da vagina e deixa-lo por 3 semanas, após este periodo retira-lo com o dedo e ficar uma semana sem uso para ocorrer a menstruação. Embora pareça complicada, sua inserção e remoção é muito fácil e deve ser realizada pela própria paciente. Eficácia muito parecida com o uso perfeito de ACHO (a chance de esquecimento é muito menor).

Adesivo dérmico: os adesivos transdérmicos são pequenos “selos” que medem cerca de 3-4 cm e que devem ser aplicados diretamente sobre a pele seca. Duram uma semana e liberam os dois tipos de hormônio pela pele, sendo absorvidos diretamente pela corrente sanguínea. Usa-se por 3 semanas dando-se uma semana de pausa para ocorrer a menstruação. Também evitam a “primeira passagem hepática”, ou seja, conferem menos efeitos colaterais. Existem áreas certas do corpo para aplicação. Eficácia muito similar ao anel vaginal.

Implante Subdérmico: Pequeno bastão de plastico que mede 4 cm e tem 3mm de diâmetro que contém, em seu interior, um tipo de hormônio apenas, o progestágeno. Sua liberação é diária e ocorre diretamente na corrente sanguínea. A inserção ocorre no braço, debaixo da pele, entre o cotovelo e a axila. Dura 3 anos e sua eficácia é muito elevada. O fluxo menstrual durante o uso permanece muito diminuído sendo cerca de 20% das usuárias deixam de menstruar.

Sistema Intra-uterino: aqui falaremos de 2 tipos existentes no mercado, o dispositivo intra-uterino e o sistema intra-uterino.

  • Dispositivo Intra-Uterino (DIU): famoso DIU. Aparelho flexível, de cobre, geralmente em forma de T e que deve ser inserido dentro da cavidade uterina. Validade em média de 10 anos. Tem uma taxa de falha de cerca de 0,4 gestações em 12 meses. Seu mecanismo de ação, de forma bem simplificada, é provocar uma inflamação dentro do útero de forma que a cavidade uterina se transforme em um ambiente nada agradável a uma gestação (interferindo principalmente na mobilidade do espermatozoide e do óvulo). Pode causar como efeito colateral mais comum sangramento aumentado e cólica.
  • Sistema Intra-uterino (SIU): mesmo aparelho flexível, mas desta vez feito de plástico com um revestimento de hormônio (progestágeno). Também inserido dentro do útero com validade de 5 anos. Tem uma taxa de falha de cerca de 0,1 gestação em 1 ano. O efeito sistêmico do hormônio é praticamente inexistente. O sangramento menstrual diminui muito a ponto de algumas mulheres não menstruarem durante o uso.

Agora que você já conhece as opções, que tal agendar uma conversa com seu ginecologista?

 

Referências: (1) Poli, MEH et al, Femina, setembro 2009, vol 37, n9, (2) Silveira, CO et al, Reprod Clim. 2014; 29(1): 13-20