O HIV é um vírus sexualmente transmissível, apesar de diversas campanhas de prevenção e da disponibilidade de tratamento pela rede pública, ainda são muitos os mitos sobre o tema.

1. HIV e AIDS são sinônimos.
Mito. HIV é o Vírus da Imunodeficiência Humana. AIDS significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (“SIDA”). O HIV é o vírus que invade as células do sistema imunológico, já a AIDS  é o quadro de afecções ocasionadas pela  perda das células de defesa do nosso corpo  em decorrência da infecção pelo vírus. Sendo assim…O HIV significa a presença do vírus no corpo, quanto à AIDS é a presença do vírus, acompanhada da manifestação do adoecimento.

2. Homossexuais e usuários de drogas são os grupos de risco para HIV.
Não. Definitivamente NÃO!!!! O que existe é um comportamento de risco. No começo da epidemia, pelo fato da aids atingir, principalmente, os homens homossexuais, os usuários de drogas injetáveis e os hemofílicos, eles eram, à época, considerados grupos de risco. Atualmente, o vírus passou a se espalhar de forma geral, não mais se concentrando apenas nesses grupos específicos. Por exemplo, o número de heterossexuais infectados por HIV tem aumentado proporcionalmente com a epidemia nos últimos anos, principalmente entre mulheres. O que é comportamento de risco? E manter relação sexual (homo ou heterossexual)  sem o uso de preservativos; múltiplos parceiros; compartilhamento de seringas e agulhas; reutilização de objetos perfurocortantes com presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV.

3. A mulher com HIV pode dar a luz a um bebe saudável.
Sim. Que notícia maravilhosa não? Quando há transmissão do vírus da mãe para o bebe, chamamos de transmissão vertical, e é ótimo saber que isso não é uma regra. É obrigatório por lei que toda gestante faça o teste de HIV logo nas primeiras consultas do pré-natal. Tendo descoberto a presença do vírus no pré-natal ou antes dele, a gestante segue com os exames normalmente e também terá de ser acompanhada por um infectologista. Durante a gestação a mulher fará controle da carga viral e usará os medicamentos antirretrovirais que não tenham contraindicação para grávidas. Se a contagem viral for mantida baixa com a medicação sendo tomada corretamente, é possível ter um bebê saudável.

4. Toda mulher gestante com HIV deve ser submetida a uma cesariana.
Não. Em geral, a via de parto mais indicado para a mulher com HIV é a cesárea eletiva. O ideal é que o bebê entre em menor contato possível com o sangue e as secreções da mãe. Tenta-se ainda retirar o bebê sem romper a bolsa (empelicado) para que ele não aspire as secreções e o sangue da mãe. Há sim a possibilidade de um parto normal, contanto que a carga viral seja indetectável. Deve-se evitar ao máximo o rompimento da bolsa amniótica. A mulher recebe o antirretroviral durante o parto ou anteriormente ao parto (quando programado). O recém nascido toma um xarope de antirretroviral desde o nascimento até a sexta semana de vida.

5. O portador de HIV pode ter expectativa de vida alta e com qualidade.
Verdade. Quando ocorre a infecção pelo HIV, o sistema imunológico começa a ser atacado. E é primeira fase, chamada de infecção aguda. Esse período varia de 3 a 6 semanas. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebido. A próxima fase é marcada pela forte interação entre células que fazem a defesa do organismo e as constantes e rápidas mutações do vírus. Esse período é chamado de assintomático, que pode durar muitos e muitos anos. Logo aquela imagem mostrada em filmes, series e novelas de pessoas bem debilitadas, não faz parte dessa fase. Até o começo da década de 1990, a AIDS era considerada uma doença que levava à morte em um prazo relativamente curto. Porém, com o surgimento do coquetel as pessoas infectadas passaram a viver mais. Esse coquetel é capaz de manter a carga viral do sangue baixa, o que diminui os danos causados pelo HIV no organismo e aumenta o tempo de vida da pessoa infectada.

6. Há transmissão do vírus do HIV por picada de inseto, compartilhamento de copos, tolhas, banheiro, beijo, abraço.
Mito. A transmissão do vírus HIV se dá por: Sexo sem camisinha – pode ser vaginal, anal ou oral. De mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação. Compartilhamento de seringa ou agulha contaminada. Transfusão de sangue contaminado com o HIV. Instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados.

Sem dúvidas esse assunto ainda da muito pano pra manga, mas hoje já pudemos tirar algumas duvidas.

Lembre-se de SEMPRE usar camisinha.

Fonte: Ministério da Saúde – Departamento de DST, AIDS e hepatites virais