Hello gestantes! Lembram que descomplicamos o que é o oligodrâmnio (“pouco líquido amniótico”) e suas causas? Então, hoje vamos ver o que pode ser feito.

A conduta nos casos de pouco líquido amniótico depende de diversos fatores como a causa da diminuição do líquido, da idade gestacional, das condições do bebê e da mãe… vamos tentar descomplicar:

Qual a idade gestacional: a correta datação da gestação é determinante na conduta a ser adotada. Casos de oligodrâmnio em bebês ainda prematuros têm condutas diferentes nos casos em que o bebê já está pronto para nascer.

A bolsa rompeu? Nem todo caso de liquido amniótico reduzido significa rotura da bolsa amniótica, ou seja, muitas vezes a gestante não irá sentir perder líquido. O médico poderá fazer um exame ginecológico para determinar se está saindo líquido amniótico pelo colo do útero.

Qual a provável causa da diminuição do líquido? Devemos avaliar se há insuficiência placentária, pressão alta, infecções ou alguma malformação no bebê ou se a bolsa realmente rompeu. Nos casos de malformação fetal podemos avaliar se há possibilidade de tratamento cirúrgico ainda dentro do útero.

O bebê precisa nascer agora? Se o bebê for prematuro e não estiver em sofrimento ainda há possibilidade de aguardar um período até ele ter melhores condições de sobreviver fora do útero. Nos casos de rotura da bolsa, o uso de antibiótico deve ser considerado para evitar infecções. Então é isso mesmo que você entendeu: o bebê não necessariamente precisa nascer imediatamente se a bolsa rompeu antes do tempo!

A mãe está bem? Nos casos de doenças que causam diminuição do líquido, mas também afetam a saúde da mãe, muitas vezes o parto deve ser adiantado.

Nos casos de prematuridade, há assistência pré-natal adequada? Um bebê prematuro ou com anomalias pode precisar de cuidados intensivos de neonatologia, então é necessário que haja uma boa equipe e estrutura para recebê-lo.

Qual o tipo de parto mais indicado? Isso depende muito da causa do oligodrâmnio e se a bolsa rompeu ou não e isso quem deverá decidir será seu obstetra.

Sei que muitas dúvidas poderão ficar sem resposta e você deverá conversar com seu médico de confiança para tentar respondê-las!

Até!

Fonte: Coleção FEBRASGO – Medicina Fetal