Já descomplicamos o que é o vaginismo e agora chegou a hora de falar sobre os tratamentos. Só para fazer uma revisão rápida, vaginismo em resumo são contrações involuntárias da musculatura pélvica que dificulta ou impede a penetração.

Como o vaginismo é um diagnóstico de exclusão, antes de qualquer coisa temos que afastar outras doenças, e se encontradas, tratar. Por exemplo: infecções vulvovaginais, endometriose, distúrbios de lubrificação, infecção urinária…

Afastada as outras afecções e com o diagnóstico de vaginismo, chegou a hora de resolver isso.  Em primeiro lugar deve-se saber que vamos precisar de uma equipe multidisciplinar, com médico, fisioterapeuta, psicologo, sexóloga. Infelizmente o tratamento pode ser longo, pois não existe nenhum remedinho milagroso para resolver todos os problemas, mas a recompensa pela dedicação virá. Então vamos lá…

  • Acompanhamento psicológico: que vai desde relaxamento e consciência corporal até identificação de algo relacionado a um bloqueio sexual, que pode ser causado por fatores culturais, educacionais ou religiosos com uma criação repressora onde a mulher sente vergonha, culpa e medo dos julgamentos, isto parece arcaico não? Mas é muito comum. O fato de estar envolvida a maus tratos na infância, adolescência ou vida adulta e até mesmo por ter sido vitima de abusos e violência sexual com estupro também pode ser causa de vaginismo.
  • Fisioterapia pélvica: vamos fortalecer o assoalho pélvico, com exercícios chamados de Kegel ou pompoarismo (prometo que logo teremos post exclusivos sobre essa técnica) e ensinar a mulher a ter controle para contrair e relaxar os músculos do assoalho pélvico, assim, ao invés de ter contrações involuntárias ela fará um relaxamento voluntário. Depois poderá começar a usar cones (dilatadores vaginais) e aquelas bolinhas que encontramos em sexshop. E nada de sentir-se envergonhada de entrar na loja de produtos eróticos, há tantas por aí simplesmente porque a procura é grande e não tem nada de errado nisso, ah…as compras também podem ser realizadas pela internet, os sites procuram ser discretos e não chegará na sua portaria uma caixa com letras garrafais e coloridas mostrando seus novos brinquedos.

Parte do tratamento e não menos importante é a dedicação e paciência do parceiro sexual, pois durante todo o tratamento descrito acima é preciso do apoio emocional do seu companheiro e de “uma mão amiga” (literalmente) até mesmo com os exercícios, ajudando na lição de casa, isso mesmo, afinal de contas tudo aquilo que você aprender durante a fisioterapia tem que sair de lá. Lembrando que a recompensa será mútua, já que para o sexo ser bom tem que ser bom para os dois.

Após todo esse tratamento psicológico e de controle da musculatura pélvica será possível ter relação sexual sem dor e prazerosa. O sexo não precisa ser apenas bom, tem que ser ótimo e desejado.