Sentir umidade na região íntima é algo culturalmente incômodo para a mulher brasileira, levando muitas vezes a procurar atendimento médico em busca de tratamento para um suposto corrimento que na verdade não passa de uma secreção vaginal fisiológica. Porém, quando a mulher fica mais madura e se aproxima do climatério (aquele período ao redor da menopausa), os ovários começam a não funcionar como antes, e aquela sensação de calcinha úmida que fazia ir correndo ao ginecologista vai dar saudades. Saudades??? Duvido!!!!

Não duvide, a ATROFIA VAGINAL é um ressecamento vaginal que acomete 20% das mulheres no climatério, e, após três anos de menopausa, ultrapassa os 45%. A idade vai passando e a porcentagem aumentando… e isso ocorre justamente pela alteração dos níveis hormonais: o estrogênio está diminuindo e é ele que estimula as células da mucosa da vagina e proporciona maior umidade no local. Infelizmente essa alteração geralmente é identificada pela mulher de forma tardia, mas não fique desesperada, pois existe tratamento.

A fragilidade da mucosa vaginal está relacionada com vários sintomas, entre eles: vagina seca acompanhada de coceira e ardência local, infecções vulvovaginais de repetição, dor durante a relação sexual, infecções urinárias de repetição e até incontinência urinária.

Além da menopausa existem ainda mais dois períodos bastante relacionados à atrofia vaginal: o pós-parto imediato e amamentação; e o uso de medicações que interferem na lubrificação (anticoncepcionais antiandrogênicos ou progestagênios)

Se diagnosticado precocemente, o tratamento tende a ser simples e de resolução rápida. Por isso a importância de ter conhecimento sobre o assunto, conhecer o seu próprio corpo e ficar atenta às mudanças que ele apresenta, e discutir sobre isso com seu médico, afinal de contas, uma vagina saudável é fonte de maior prazer, auto-confiança e qualidade de vida.

Fonte: Ginecologia endócrina, consulta rápida. Cortela, H.V.E. et Col