E aí meninas, vocês já pararam para pensar porquê o aleitamento materno é tão importante para o desenvolvimento da criança? Porque o leite materno é feito de forma exclusiva pro seu bebê, com todas as necessidades e carências que seu bebê precisa!

Durante o período de puerpério produzimos 3 tipos de leite: o colostro, o leite de transição e o leite maduro.

O colostro é o primeiro a descer. É cremoso, denso, muito rico em proteínas e pobre em gorduras. Afinal de contas, seu bebê acabou de nascer e tem um estômago bem pequeninho e frágil, não é legal enchê-lo de gordura, né? Ou seja, o colostro é de fácil digestão, além de conter uma quantidade enoooorme de anticorpos, tudo o que seu recém-nascido precisa, não é mesmo? Ele dura em média 72 horas, mas pode varias entre 1 e 7 dias.

Após 2 e 3 dias depois do nascimento (aproximadamente…) ocorre o fenômeno de apojadura (descida do leite). Esse fenômeno pode cursar com inchaço repentino das mamas e algumas vezes até febre. Esse novo leite apresenta uma maior quantidade de carboidrato e de gorduras e perde um pouco a quantidade de proteínas (nessa hora seu bebe terá mais fome e precisará de mais energia pois receber muitas visitas e ser fofinho o tempo todo cansa muito). Você acredita que cerca de 80% do leite é composto por água? Então, mesmo que esteja num dia de muito calor, não precisa oferecer água por seu bebezinho. O volume de leite produzido vai aumentado a cada dia, começando com cerca de 500ml/dia e chegando até o final da primeira semana com 2 litros ao dia em média.

A maior parte da gordura do leite fica guardada no fundinho da mama. Por isso que o bebê precisa esvaziar a mama toda se quiser ganhar peso adequado.

As mamas também possuem uma enorme capacidade de adaptação. Em casos de gêmeos, a produção de leite aumenta muito. Da mesma forma, o leite produzido para alimentar um prematuro é diferente do leite produzido para alimentar um bebê que nasceu na época certa. O leite do prematuro é mais rico em proteínas, em gorduras, em um tipo especifico de anticorpo (imunoglobulina A) e possui menos lactose pois o sistema digestivo do prematuro ainda não digere bem esse carboidrato.

Vamos amamentar?

Referencias: Zugaib. Obstetricia. 2 edição, 2012